Nina Krivochein abre o III Fórum Internacional da Criança Migrante.

“Devemos aprender coisas para sabermos e não para decorarmos e depois deitar fora”. A crítica veio de uma adolescente de 13 anos, Nina Krivochein, que partilhou algumas das coisas que “não acha certo na educação tradicional” no III Fórum Internacional da Criança Migrante que ontem se realizou em Braga organizado pela União de Freguesias de Maximinos, Sé e Cividade.
Integrado na iniciativa ‘Celebrando a interculturalidade’ que o município de Braga promoveu durante dois dias, em parceria com várias entidades, o III Forum da Internacional da Criança Migrante pretendeu dar voz às crianças e falar, sobretudo, sobre os seus direitos.
De nacionalidade brasileira e com quatro livros publicados, embora tenha apenas 13 anos, Nina Kravochein explicou aos adultos que “as crianças não têm ritmos iguais, algumas aprendem mais devagar que as outras e por isso não têm sucesso nos testes”.
Nina Krivochein sublinhou o interesse do Forum da Criança Migrante, não só por dar voz às crianças, mas também por chamar os pais que “normalmente não ouvem as crianças embora devessem”.
Tiago, de 10 anos, contou como foi vir para Portugal. “Foquei tenso quando soube que tinha que mudar-me, mas depois fui na escola e fui fazendo as provas e foi dando tudo certo e tirei quase as notas máximas” e “agora aqui estou” rematou esta criança, também ela de nacionalidade brasileira.
Além dos testemunhos, as crianças tiveram oportunidade de expressar-se de outras formas, nomeadamente através da dança e da música que constituem, também, factores de integração na comunidade.
Presente na abertura do Fórum, o vice-presidente da Câmara Municipal de Braga, Firmino Marques, manifestou a satisfação do município por incluir esta actividade no projecto ‘Braga Integra’, que envolve o Fundo para o Asilo, Migração e Integração (FAMI), mais ainda num momento em que a cidade celebra a interculturalidade..
O forum lembra-nos que as crianças têm direitos, afirmou Firmino Marques, que das ‘vozes’ das crianças reteve que “elas só precisam de espaço”, “espaço para a sua liberdade pessoal, para a educação, para a saúde, para alimentação, para o carinho e para o amor”.

original publicado em http://www.correiodominho.com/noticias.php?id=104527


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